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São João da Boa Vista foi, antes de tudo, uma cidade rural. A formação do povoado se liga a fazendas, produção agrícola, engenhos, criação de animais, lavouras de subsistência e, mais tarde, ao café. Em 1829, a fazenda de João Ramalho já possuía engenho de açúcar e aguardente. Em 1889, o município contava com cerca de 25 máquinas de café, 30 engenhos de cana, diversas serrarias e olarias, e população de aproximadamente 16.000 habitantes — cerca de 3.000 no núcleo urbano e o restante na zona rural. O café entrou como força de transformação. Reforçou a circulação de dinheiro, estimulou comércio, fortaleceu elites rurais, atraiu trabalhadores e aumentou a necessidade de transporte. A modernização urbana do início do século XX — incluindo o Theatro Municipal — está diretamente ligada ao enriquecimento cafeeiro e à chegada da ferrovia. A história rural não pode parar nos proprietários. É preciso identificar trabalhadores livres, escravizados, agregados, colonos, imigrantes, pequenos produtores, mulheres do trabalho doméstico e rural, tropeiros e carreteiros. A versão forte deste capítulo precisa de documentos de cartório, inventários, mapas rurais e entrevistas com famílias de bairros e fazendas. Fontes: Prefeitura Municipal; Câmara Municipal; artigo acadêmico sobre o Theatro (UNESP Franca). Estado: parcialmente documentado; precisa de cartório, inventários e entrevistas rurais.