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A ferrovia mudou o ritmo de São João da Boa Vista. Em 1886, a Companhia Mogiana inaugurou a linha com presença de D. Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina e grande comitiva. A chegada dos trilhos facilitou o escoamento da produção agrícola, a importação de materiais e a circulação de pessoas. Em 1889, São João exportava café, aguardente, açúcar, fumo, toucinho, batata, cereais, tijolos, telhas, madeiras, queijo e gado para o corte. O trem não foi apenas transporte. Foi uma forma de aproximar São João de outras cidades, de trazer artistas, viajantes, estudantes, notícias, malas, máquinas e mercadorias. Os imigrantes alemães, suecos, dinamarqueses e austríacos, chegados desde 1877 e contratados pelos irmãos Guilherme e Nicolau Rehder para a Fazenda Barreiro e para a construção do ramal ferroviário até Poços de Caldas, também se integraram ao novo ciclo. Logo vieram os imigrantes italianos, para trabalho nas fazendas de café. Sírio-libaneses, espanhóis e portugueses chegaram depois, estabelecendo-se com ofícios diversos. A pesquisa precisa de mapas ferroviários, horários de trem, fotografias da estação, notícias da inauguração e documentos da Companhia Mogiana. Também deve ligar a ferrovia à Estação das Artes e à memória ferroviária que permanece na paisagem urbana. Fontes: Prefeitura Municipal; Câmara Municipal; estudos sobre a Companhia Mogiana. Estado: bem documentado nos marcos; precisa de documentos ferroviários e jornais de época.