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O coronel Joaquim José de Oliveira (1830–1903) foi um dos homens mais influentes de São João da Boa Vista no final do século XIX. Construiu o sobrado que, herdado por sua filha Dona Tita, se tornaria o Museu Histórico. Batizou a Praça Coronel Joaquim José — o espaço cívico-republicano do centro — e o Grupo Escolar que abriu no mesmo logradouro em 1896.
Sua esposa era Dona Anna Gabriela da Silva — a mesma Dona Gabriela que dá nome à Banda Municipal fundada em 1938. Sua filha Maria Inês da Silva Oliveira, a Dona Tita (1887–1969), preservou o sobrado e o acervo familiar e os doou à cidade por testamento, dando origem ao Museu Histórico em 1970.
O coronel aparece também na primeira legislatura da Câmara Municipal de 1859 — um Capitão Joaquim José de Oliveira está entre os eleitos — embora a confirmação de que se trata da mesma pessoa precise de verificação documental, dado que o nome era comum na família.
A família Oliveira atravessa vários capítulos da história de São João: da política da segunda metade do século XIX ao museu do século XX, passando pela banda municipal e pelo grupo escolar. Entender a rede de influências dessa família é entender parte importante de como a cidade se organizou institucionalmente.