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Patrícia Rehder Galvão, conhecida como Pagu, nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910. Escritora, jornalista, militante política, poeta, tradutora, desenhista e figura fundamental do modernismo brasileiro, tornou-se uma das personalidades mais inquietas do século XX.
Sua trajetória se aproximou do círculo modernista paulista no fim da década de 1920. Conviveu com Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, participou do ambiente antropofágico e construiu uma voz própria, marcada por crítica social, experimentação literária e enfrentamento dos padrões impostos às mulheres de sua época.
Em 1933, publicou Parque Industrial, sob o pseudônimo Mara Lobo. A obra é lembrada como marco da literatura proletária brasileira, com atenção à vida de trabalhadoras urbanas, à exploração social e à desigualdade. Pagu também atuou no jornalismo, no teatro e na militância, atravessando prisões, perseguições e disputas políticas.
Para São João da Boa Vista, Pagu representa uma conexão direta com debates nacionais sobre arte, imprensa, liberdade intelectual e presença feminina na vida pública. O Centro Cultural Patrícia Rehder Galvão mantém viva essa ligação local, transformando sua memória em ponto de encontro entre cultura, arquivo e pesquisa.