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Maria Sguassábia ficou conhecida na memória paulista como a mulher que foi à guerra. Professora rural ligada a São João da Boa Vista, atuava na Fazenda Paulicéia quando a Revolução Constitucionalista de 1932 mobilizou voluntários, famílias e instituições em várias cidades do estado.
A tradição memorial registra que Maria vestiu o uniforme do irmão, adotou o nome de guerra "Mário Sguassábia" e integrou a 4ª companhia da milícia civil. O episódio mais lembrado é a rendição do tenente João Batista Silveira, feito que teria levado à sua promoção a cabo e depois a sargento.
Depois da derrota paulista, a narrativa preservada afirma que Maria perdeu o cargo de professora e passou a sobreviver como costureira. Anos depois, durante a interventoria de Armando de Sales Oliveira, retornou ao serviço público como inspetora de alunos no Instituto de Educação Christiano Osório de Oliveira.
Sua memória ganhou novo reconhecimento com o traslado de seus restos mortais ao Mausoléu da Revolução Constitucionalista no Cemitério Municipal São João Batista. A trajetória de Maria Sguassábia amplia a presença das mulheres na história cívica e militar ligada a São João da Boa Vista.