Memória Viva São João da Boa Vista
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Fontes e bibliografia · Fundação

A bibliografia sanjoanense: livros sobre São João da Boa Vista

São João da Boa Vista tem uma tradição de historiadores e escritores locais que é, em si, parte da história da cidade.

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São João da Boa Vista tem uma tradição de historiadores e escritores locais que é, em si, parte da história da cidade. Os livros sobre a cidade formam uma biblioteca que vai do século XIX ao presente — e que precisa ser o ponto de partida de qualquer pesquisa séria sobre a história local. Jaime Splettstoser Júnior — o historiador de referência Jaime Splettstoser Júnior é o historiador mais prolífico de São João da Boa Vista contemporâneo. Foi membro da comissão de 2020 que estabeleceu 1824 como data de fundação. Seus livros são: Alemães, suecos, dinamarqueses e austríacos em São João da Boa Vista (2003): história da imigração nórdica e germânica na cidade, com foco nos Rehder e na construção do ramal ferroviário. Documentos interessantes para a história de São João da Boa Vista e região, Volume I: inclui o relato de Jerônimo Dias Ribeiro sobre as disputas territoriais entre paulistas e mineiros no final do século XVIII, e a transcrição dos autos de medição e demarcação da sesmaria dos irmãos Garcia Leal — documento fundamental para a história territorial da cidade. 1824: síntese da história de São João da Boa Vista, da ocupação pré-século XIX à chegada de Antônio Machado e João Ramalho, passando pela transformação de capela em freguesia, vila e cidade, até meados do século XX. São João da Boa Vista nos Almanaques: estudo das referências à cidade nos almanaques paulistas do século XIX — fonte primária essencial para entender como São João era vista de fora antes dos jornais locais. Cem Anos de Indústria em São João da Boa Vista 1850–1950 (co-autoria com Maria Izabel Ferezin Sares e Sérgio Venício Dragão): história econômica da industrialização local. João Batista Scanapiecco — o historiador da Câmara Professor, escritor e historiador, João Batista Scanapiecco foi membro da comissão de 2020 e escreveu a pesquisa histórica Fragmentos de uma história a ser contada (2009), publicada pela Câmara Municipal no contexto dos 150 anos do Legislativo. É a fonte mais detalhada sobre a história política e institucional da cidade. Maria Leonor Alvarez Silva — a controvérsia de 1976 O livro História de São João da Boa Vista, publicado em 1976 por Maria Leonor Alvarez Silva, é a fonte da versão que atribuía 1821 como data de fundação. Embora a tese central tenha sido refutada pela comissão de 2020, o livro continua sendo uma referência para detalhes sobre famílias, propriedades e episódios do século XIX. Deve ser lido criticamente — com atenção às partes em que a própria autora se contradiz em relação ao que havia escrito na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros de 1958. Outros livros e publicações O Município de São João da Boa Vista na Exposição Nacional de 1908, de Carlos Kiellander: um dos documentos mais antigos sobre a cidade, escrito para apresentar São João ao Brasil no contexto de uma exposição nacional. Subsídios à História de São João da Boa Vista, do dr. Theophilo de Andrade: estudo histórico do início do século XX. História Administrativa e Política de São João da Boa Vista (1970), do dr. José Osório de Oliveira Azevedo: história das instituições políticas da cidade. Almanak da Província de São Paulo (1873), organizado por Antônio José Batista de Luné e Paulo Delfino da Fonseca: o mais antigo registro publicado que atribui 1824 como data de fundação de São João da Boa Vista. Fontes: Clube de Autores (livros de Splettstoser); O Município (comissão de 2020, Scanapiecco); Câmara Municipal (150 anos, Scanapiecco); IBGE/Enciclopédia dos Municípios 1958 (Maria Leonor). | Ainda falta: Digitalização dos livros raros (Kiellander 1908, Theophilo de Andrade); localização dos exemplares do Almanak de 1873; lista completa de publicações locais sobre São João da Boa Vista.