Memória Viva São João da Boa Vista
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1844 — cadeira de primeiras letras para meninos

Entrada para a história da educação inicial, alfabetização, professores e formação das primeiras gerações escolarizadas.

Leitura

Em 1844, a Câmara Municipal de São João da Boa Vista — então ainda vila de Mogi Mirim — criou a cadeira de primeiras letras para meninos. A decisão era simples no papel: criar um cargo de professor público. O problema foi a execução. A cadeira ficou vaga por dezoito anos.

Custódio José Barbosa Sandeville só foi nomeado em 1862 — o primeiro professor público da cidade. Um ano depois, em 1863, sua esposa Madalena Sandeville foi nomeada professora para meninas. Os dois foram os primeiros educadores públicos de São João da Boa Vista, e o sobrenome Sandeville batizou uma das escolas municipais que existe até hoje.

O intervalo de dezoito anos entre a decisão e a nomeação diz muito sobre o funcionamento da administração pública imperial no interior. Criar a cadeira era um gesto político. Encontrar o professor, pagar o salário e manter a escola funcionando eram desafios de outra ordem. Durante essas décadas, as crianças que aprendiam a ler o faziam em aulas particulares, por conta das famílias, ou nas sacristias das igrejas.

A história da educação pública em São João começa, portanto, com uma lacuna de quase duas décadas — e com um casal que a preencheu juntos.

Tema
Educacao, escolas e cidade estudantil

Fontes e notas

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1844 — cadeira de primeiras letras para meninos

Em 1844, a Câmara Municipal de São João da Boa Vista — então ainda vila de Mogi Mirim — criou a cadeira de primeiras letras para meninos.