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Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 2 de abril de 1940, em São João da Boa Vista. Cresceu na cidade, publicou seus primeiros versos em 1956 no jornal O Município — ainda adolescente, aos 16 anos — e saiu para São Paulo em 1967 para cursar Filosofia na Universidade de São Paulo, onde se formou em 1972.
A relação com Davi Arrigucci Jr. — crítico literário, professor da USP e também sanjoanense — foi decisiva. Foi Arrigucci quem co-organizou os poemas de seu primeiro livro e viabilizou a publicação. Transposição saiu em 1969 pelo Instituto de Espanhol da USP. Os poemas eram curtos, densos, marcados por elipses e por uma atenção filosófica à linguagem que não se explicava facilmente — e que Antonio Candido reconheceu como poesia de primeira grandeza.
Seguiram-se Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986) e Teia (1996). Ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1983 e o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1996 com Teia. Viveu em extrema simplicidade. Os prêmios não pagavam aluguel. Morava em quartos baratos, recusava compromissos mundanos, escrevia.
Em 2 de novembro de 1998, morreu em Campos do Jordão, São Paulo. Em 2026, Orides Fontela foi escolhida autora homenageada da Festa Literária Internacional de Paraty — a Flip. A cidade que publicou seus primeiros versos no jornal local e que por décadas quase a esqueceu terá seu nome nos cartazes de um dos maiores festivais literários do mundo.