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Em 1831, o padre João José Vieira Ramalho construiu a capela de São João Batista — maior e mais sólida do que a de Santo Antônio que Antônio Machado havia erguido anos antes. A nova capela ficava com um cemitério em frente, próxima ao que hoje é o Banco do Brasil, no centro da cidade.
A escolha do lugar não foi neutra. Ramalho visualizava um ponto com mais espaço para expansão urbana — o que a capela de Santo Antônio, na confluência das ruas Aristides Lobo e General Carneiro, não oferecia. A decisão desagradou os moradores que já haviam construído suas casas ao redor da primeira capela. A tensão entre o núcleo antigo e o novo eixo de Ramalho marcou os primeiros anos da cidade.
Em 1832, o padre obteve do Bispo de São Paulo a provisão que tornava a capela curada. Com isso, a capela passou a ter padre próprio, registro de batismos e óbitos, e um nome definitivo: São João da Boa Vista. O orago João Batista — o santo celebrado no dia 24 de junho, data em que Antônio Machado havia chegado em 1824 — ficou unido à visão da serra, a Boa Vista.
A capela de 1831 foi o antecessor da Igreja Matriz inaugurada em 1853 — e desta a Catedral que existe hoje. Cada edifício foi construído sobre a memória do anterior.