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A Fazenda São João dos Pinheiros foi o principal espaço econômico dos primeiros anos de São João da Boa Vista. O padre João José Vieira Ramalho comprou as terras próximas ao Ribeirão dos Porcos em 1823 e criou a fazenda, que recebeu o nome do orago São João Batista e dos pinheiros que cobriam parte daquela encosta.
Em 1829, a fazenda já contava com engenho de açúcar e aguardente e entre 49 e 54 pessoas escravizadas — número que varia conforme a fonte consultada. Era, portanto, uma unidade produtiva de médio porte para os padrões do interior paulista da época: capaz de produzir para o mercado regional, sustentar o trabalho de dezenas de pessoas e gerar o capital que Ramalho usaria para financiar seus outros projetos na cidade nascente.
O nome "dos Pinheiros" merece atenção: indica a presença de araucárias ou pinheiros-do-paraná na paisagem original da encosta — vegetação que hoje seria rara naquela região, mas que na primeira metade do século XIX ainda marcava o interior paulista. A fazenda, portanto, não era apenas uma propriedade. Era também uma paisagem.
Com a morte de João Ramalho em 1853, o destino da fazenda precisou de pesquisa nos inventários e escrituras do cartório. Quem herdou? Quando foi dividida ou vendida? Qual é sua localização exata em relação à cidade atual?