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A Fazenda Barreiro foi uma das propriedades dos irmãos Guilherme e Nicolau Rehder em São João da Boa Vista e o destino dos primeiros imigrantes que chegaram à cidade a partir de 1877. Alemães, suecos, dinamarqueses e austríacos foram contratados pelos Rehder para dois trabalhos simultâneos: a Fazenda Barreiro e a construção do Ramal de Caldas da Companhia Mogiana.
O nome "Barreiro" é geográfico — indica um terreno de solo argiloso, úmido, que retém água. No interior paulista, barreiros eram pontos de referência para o gado e para os caminhos: o barro ficava, as tropas passavam. A fazenda, portanto, provavelmente se localizava numa área com essas características de solo ou próxima a um curso d'água com fundo argiloso.
A Fazenda Barreiro foi o ponto de entrada dos primeiros imigrantes nórdicos e germânicos de São João da Boa Vista. Muitos chegaram por contrato temporário, para a obra ferroviária, e foram embora depois. Outros ficaram, casaram, criaram filhos e se tornaram parte da cidade. O livro de Jaime Splettstoser Júnior sobre os imigrantes alemães, suecos, dinamarqueses e austríacos em São João (2003) é a referência principal para entender essa comunidade.