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Nos primeiros tempos, a capela era um dos centros da vida comunitária. Ela servia à missa, mas também ao encontro, ao sepultamento, à festa, à circulação de notícias e ao reconhecimento do povoado. A capela rústica dedicada a Santo Antônio, atribuída a Antônio Machado, aparece como marco inicial. Depois, em 1831, a capela de São João Batista, construída por João Ramalho, consolidou outra etapa. Em 1832, a capela curada passou a se chamar São João da Boa Vista.
Em 1836, o padre Joaquim Feliciano de Amorim Sigar foi nomeado para a capela e ficou responsável pela urbanização do núcleo: demarcação de ruas e distribuição de lotes. Em 28 de fevereiro de 1838, o povoado foi elevado à categoria de freguesia — passagem decisiva de núcleo religioso para estrutura com reconhecimento administrativo. Em 1842, a primeira Assembleia Paroquial escolheu eleitores: padre João Ramalho, os irmãos Manoel e José Tavares Coimbra, padre Amorim Sigar e Joaquim Gonçalves Valim.
A história religiosa da cidade não termina nas primeiras capelas. A Igreja Matriz foi inaugurada em 1853. A Catedral, a Igreja do Rosário e o Museu de Arte Sacra — fundado em 1987, com acervo ligado à Diocese — formam camadas longas da memória sanjoanense. A versão final deve buscar livros paroquiais, inventários de igrejas, registros de sinos, documentos sobre procissões e festas religiosas.
Fontes: Prefeitura Municipal; Câmara Municipal; Diocese de São João da Boa Vista. Estado: bem documentado em linhas gerais; depende de arquivo paroquial para nomes, datas e detalhes.