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A soma dessas trajetórias mostra que São João da Boa Vista não é apenas um lugar onde artistas nasceram ou passaram. É uma cidade que, de diferentes maneiras, produziu condições para que a arte se manifestasse. Nas igrejas, nos coretos, nas escolas, nos conservatórios, no Theatro Municipal, nas praças, nos cemitérios, nos salões, nos festivais, nas bandas, nas serestas, nas academias de dança e nas casas de família, formou-se uma cultura de sensibilidade.
Alguns nomes alcançaram projeção nacional e internacional. Outros permaneceram ligados à vida local, mas foram fundamentais para a formação de gerações. Há os que tocaram em grandes palcos, os que ensinaram crianças, os que pintaram paisagens, os que esculpiram a dor em mármore, os que cantaram na igreja, os que animaram bailes, os que dançaram no teatro, os que escreveram poemas, os que fabricaram instrumentos, os que preservaram acervos e os que, silenciosamente, mantiveram viva a chama da criação.
Este material é, portanto, mais do que um arquivo. É uma forma de devolver à cidade o espelho de sua própria riqueza. São João da Boa Vista tem uma história cultural ampla, profunda e emocionante. Preservá-la é reconhecer que uma cidade também se constrói pela memória de seus artistas.