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Fernando Furlanetto nasceu em São João da Boa Vista em 5 de março de 1897 e morreu em 1975. A nova base documental reforça sua importância como escultor, ceramista e artista plástico, com legado especialmente visível no Cemitério São João Batista. Sua biografia e o cemitério se relacionam, mas não são o mesmo tema.
Filho de uma cidade marcada por imigrantes, ofícios e memória familiar, Furlanetto teve formação artística ligada ao trabalho de marmoraria e à tradição escultórica. O material da seção cultural registra sua ida à Itália ainda jovem, onde estudou em Pietrasanta, na Toscana, ambiente de forte tradição em mármore e escultura. De volta a São João, instalou seu atelier na Avenida Dona Gertrudes e dedicou a vida à produção de esculturas funerárias, obras religiosas, bustos, relevos e peças ornamentais.
Seu legado mais impressionante está no Cemitério São João Batista. Ali, anjos, Pietàs, bustos, figuras alegóricas e capelas funerárias transformam o espaço em um museu a céu aberto. O material-base menciona mais de trezentos túmulos, jazigos e capelas associados a esse universo de arte funerária. Essa informação exige cuidado: é necessário identificar quais obras são efetivamente de Furlanetto, quais pertencem à oficina, quais são atribuídas e quais apenas dialogam com seu estilo.
Em 1997, no centenário de seu nascimento, uma lei municipal criou a Semana de Arte Fernando Furlanetto. Esse gesto é importante porque transforma a memória do artista em política pública cultural. A leitura de Furlanetto reúne vida, formação, obras, relação com o cemitério, atuação na cidade, homenagens e estado de preservação do acervo.