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O Theatro Municipal é um dos principais edifícios culturais de São João da Boa Vista. Sua história começa em 1911, quando jovens ligados a estudos na Europa e nos Estados Unidos passaram a defender a criação de um espaço cultural compatível com a ambição da cidade cafeeira e ferroviária do início do século XX. Em 1913 foi constituída a Companhia Theatral Sanjoanense, com 113 acionistas. O projeto arquitetônico é atribuído ao arquiteto italiano J. Pucci e a construção a Antonio Lanzac.
A inauguração ocorreu em 8 de novembro de 1914, com a peça Uma Causa Célebre, apresentada pela Companhia Santos Silva. O material-base alerta que algumas fontes mencionam outra data, 31 de outubro, que precisa ser confirmada. Essa divergência permanece como ponto de verificação, enquanto a data de 8 de novembro aparece como a mais bem sustentada no conjunto documental disponível.
O Theatro foi mais que palco teatral. Recebeu companhias líricas, apresentações musicais, eventos sociais e, em 1929, um ringue de patinação. Em 1937, depois de mudança societária, foi vendido e passou a funcionar como cinema. Essa transformação mostra que o edifício acompanhou as mudanças do lazer urbano e da economia cultural da cidade. A partir da década de 1960, perdeu parte do esplendor antigo, até se tornar objeto de mobilização pela preservação.
O percurso de preservação é parte essencial da página. Em 1981, foi declarado de utilidade pública; em 1983, adquirido pelo município; em 1987, tombado pelo CONDEPHAAT; e em 2002, restaurado e reaberto. Hoje, o Theatro deve ser apresentado como patrimônio arquitetônico, memória cultural e equipamento vivo.
O assunto precisa ficar separado de Cine Ouro Branco e "cinemas". O Cine Ouro Branco pode ser relacionado, mas o Theatro tem trajetória própria: fundação, arquitetura, programação, crise, tombamento, restauração e uso contemporâneo.