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A ferrovia mudou a escala de São João da Boa Vista. O material-base registra o dia 22 de outubro de 1886 como marco da inauguração do Ramal de Caldas pela Companhia Mogiana, com presença de D. Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina e grande comitiva. O roteiro imperial incluiu Poços de Caldas e, no dia 24, almoço em São João da Boa Vista antes da sequência da viagem.
Antes da chegada ao centro da cidade, a história ferroviária já se articulava com o avanço da Mogiana. Em 1875, a companhia inaugurou o trecho de Campinas a Mogi Mirim; em 1878, o trecho de Mogi Mirim a Casa Branca. Uma estação em terras do município, chamada inicialmente Estação de Caldas e depois Engenheiro Mendes, atendeu passageiros ligados a São João e Poços de Caldas antes da consolidação do ramal que alcançaria a área central.
Com a chegada dos trilhos, São João ganhou outro ritmo. A ferrovia facilitou o escoamento de café e outros produtos, trouxe materiais, jornais, pessoas, artistas, estudantes e mercadorias. A estação passou a funcionar como portal de entrada e saída da cidade. No material expandido, ela aparece como lugar por onde circularam notícias, objetos, companhias artísticas e figuras ligadas à vida cultural.
A relação entre ferrovia e café é fundamental, mas os assuntos devem ser separados. A página "Ferrovia e inauguração de 1886" deve contar a chegada do trem, a visita imperial, a estação, o Ramal de Caldas, a transformação urbana e a memória ferroviária. A página de café pode tratar do ciclo econômico. A Estação Ferroviária ou Estação das Artes devem ter fichas próprias de localidade.
No século XX, a estação central recebeu nova configuração. O armazém foi concluído em 1934 e o prédio em estilo neoclássico em 1936. Com o tempo, a ferrovia perdeu força diante das rodovias, mas deixou marcas físicas e afetivas. A Estação das Artes é a principal transformação contemporânea desse legado em equipamento cultural.