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Joaquim Feliciano de Amorim Sigar foi nomeado em 1836 para a capela de São João Batista com uma missão que ultrapassava o religioso: organizar o espaço urbano do núcleo em formação. Foi ele quem demarcou as primeiras ruas e distribuiu os primeiros lotes — o ato fundador do que seria o centro de São João da Boa Vista.
Antes de Amorim Sigar, o padre João Ramalho havia construído a capela e obtido o reconhecimento eclesiástico. Mas o espaço ao redor ainda era informal: casas construídas sem plano, caminhos de terra sem nome, vizinhança sem divisas claras. Sigar chegou para transformar esse crescimento orgânico em cidade planejada — ainda que modestamente.
Dois anos depois de sua nomeação, em 28 de fevereiro de 1838, São João da Boa Vista foi elevada à categoria de freguesia. A elevação pressupunha um núcleo organizado. O trabalho de Sigar foi o que tornou a freguesia reconhecível administrativamente.
A história de Amorim Sigar fora desses dois registros — nomeação em 1836 e elevação à freguesia em 1838 — ainda precisa de pesquisa. De onde ele veio? Quanto tempo ficou em São João? Quais ruas ele demarcou? Os nomes originais das ruas coincidiam com os atuais?